terça-feira, 12 de junho de 2012

No leilão do 4G brasileiro, as quatro grandes operadoras levam os lotes nacionais



Uma importante etapa no processo de implantação das redes 4G no Brasil aconteceu hoje. A Anatel realizou, após alguns adiamentos, o leilão dos lotes de operação do nosso 4G, que aqui operará nas faixas de frequências de 2,5 GHz e 450 MHz (essa última em áreas rurais). Quem levou? Confira conosco.
A Claro arrematou o primeiro dos quatro lotes nacionais por R$ 844,52 bilhões milhões, com ágio de 34% sobre o valor mínimo da oferta. Como ninguém se interessou pela faixa dos 450 MHz (o que era previsível), a Claro acabou levando essa junto — caso de todos os lotes nacionais, diga-se de passagem. Em contrapartida pela vitória no leilão do lote “W”, a operadora terá que realizar investimentos em telefonia e banda larga nas áreas rurais da região Norte, Maranhã, Bahia e Grande SP (códigos 11 e 12).
O segundo lote quem levou foi a Vivo, com um lance de R$ 1,05 bilhão, ágio de 66,6% sobre o valor mínimo pedido pela Anatel. O preço mais salgado, que evidencia uma disputa maior (no caso, com a Oi) pelo lote, se deve ao fato desse ter sido o último com largura de banda de 20 MHz, com maior capacidade. Aqui, os investimentos na faixa dos 450 MHz serão no interior de São Paulo (exceto nos códigos 11 e 12), Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
TIM e Oi levaram os dois últimos dos quatro lotes nacionais — ambos com espectro de 10 MHz. O “V1″, nome do lote ganho pela TIM, custou à operadora R$ 340 milhões (ágio de 7,9%) e a obriga a cobrir as áreas rurais de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. Já a Oi pagou R$ 330,85 milhões (ágio de 5%) pelo lote “V2″ e será responsável pelas áreas rurais da região Centro Oeste e o Rio Grande do Sul.
O 4G deverá estar funcionando nas cidades-sedes da Copa das Confederações até 30 de abril de 2013. Ainda há outros 268 lotes de faixas de frequência para operações regionais, então tem muita água para rolar. Os mais importantes, porém, ficaram na mão das maiores operadoras nacionais. E que o cronograma se cumpra e o 4G brasileiro seja melhor que o 3G — o que, convenhamos, não é muito difícil dado o estado atual das coisas.

A Apple tem agora seu próprio app de mapas com navegação curva a curva, 3D e uma tonelada de novidades




Conforme o esperado, a Apple acabou de anunciar a sua própria plataforma de mapas na WWDC. Ela está fazendo todo o trabalho de cartografia sozinha, ao invés de usar Google Maps ou pegar de um formato open source como o OpenStreetMap.
Uma grande novidade é a navegação curva a curva no iOS6, uma função que os fãs da Apple têm pedido há anos. E será narrado pela Siri, claro. Ele também será totalmente integrado com o Yelp, vai oferecer atualizações sobre o trânsito, e sugerir novas rotas quando o trânsito estiver ruim no caminho que você estiver percorrendo. Outra coisa legal é que se você tiver que fazer duas curvas em sequência, ele vai indicar que serão duas curvas.
Ele também terá uma função 3D chamada Flyover – um “modelo fotográfico 3D de cidades do mundo inteiro”.  É provavelmente baseado na C3 Technologies, que está presente no Nokia Maps, mas a versão da Apple parece bem legal.
Todos os mapas estão em gráficos vetoriais, e tem placas com resenhas e avaliações. Está no estilo do iOS, mas provavelmente é baseado no Placebase, que a Apple adquiriu em 2009.
Mapas da própria Apple eram inevitáveis. Já se falava há pelo menos um mês que a Apple estaria dispensando o Google Maps como uma fonte primária de informação para os seus apps. Isso surgiu apenas algumas semanas após os primeiros problemas visíveis no casamento forçado da Apple com o Google Maps – notícias que os mapas dentro do novo app de iPhoto da Apple não pegavam informação do Google Maps, mas do Open StreetMap.
Você pode ver a base de muitas das funções de hoje no que Cupertino fez nos últimos tempos. A Apple tem comprado empresas de mapeamento há alguns anos – em 2009 a Placebase, que sobrepõe informações em mapas, em 2010 a Poly9, uma espécie de Google Earth, e em 2011 a C3 Technologies para mapeamento 3D– e foi lentamente construindo sua habilidade de fornecer um recurso semelhante.
Provavelmente em resposta ao anúncio da Apple, o Google anunciou semana passada uma tonelada de novos recursos de mapeamento, incluindo mapas off-line, que os usuários da Apple podem não receber mais.
Provavelmente a maior função que não estará no novo maps da Apple será o Google StreetView. Isso é bem chato. A outra coisa é que não terá direções de transito até que os desenvolvedores façam apps para isso. A Apple está oferecendo integração para estes apps, mas parece uma desculpa para fugir da responsabilidade. Não ter indicações para sistemas de metrô, caminhos a pé ou de bicicleta é algo que vai fazer bastante falta. Ainda não está claro o que mais estará faltando no futuro do Mapas sem o Google, mas se a  Apple está lançando isso agora, ela provavelmente acredita que pode fornecer uma experiência similar.

Por que os preços da Apple Store brasileira subiram tanto hoje?



Estamos bem assustados desde que a Apple Storebrasileira voltou à ativa. Praticamente todos os preços dos itens vendidos por ali subiram. E alguns subiram bastante. A alta do dólar deve ter alguma relação, mas se lá fora alguns valores chegaram a cair, por que aqui no Brasil todos eles subiram tanto?
Veja, por exemplo, o MacBook Air. O modelo inicial, o de 11″ com SSD de 64 GB, custava R$ 2.999. Agora, depois da atualização, ele sai por R$ 3.699. O caso do Air de 13″ básico é ainda mais drástico: antes custava R$ 3.799, agora, R$ 4.999 — aumento de R$ 1.200! O topo de linha passou de R$ 5.199 para R$ 6.099.
Outros modelos também tiveram um súbito aumento nos preços. O MacBook Pro de 13″, que começava em R$ 3.599, agora só sai dos galpões da Apple se o interessado desembolsar R$ 3.999. O modelo “básico” de 15″, que começava em R$ 6.699, agora custa R$ 7.999, outra diferença bem expressiva, de R$ 1.300. Até mesmo equipamentos, como a AirPort Express recém-atualizada, tiveram alta — o roteador Wi-Fi mais simples da Apple, que antes custava R$ 369, agora sai por R$ 479.
O dólar subiu bastante nos últimos meses, mas é difícil engolir, caso seja essa a desculpa, aumentos tão violentos nos preços, especialmente se levarmos em conta que nos EUA a maioria deles foi mantida, com casos até de baixas, como o do MacBook Air de 11″ e SSD de 128 GB que de US$ 1.299 passou para US$ 1.199. Se nossos amigos americanos ficaram surpresos com a dança dos números, nós também — mas por motivos diametralmente opostos.
E nem entrarei no mérito do MacBook Pro com tela Retina que lá na terra do tio Sam custa US$ 2.199 e aqui começa em R$ 10 mil. Dez mil Reais. O trânsito de turistas brasileiros com destino a Miami e MacBooks na bagagem de volta deve subir nos próximos meses. Novamente, mais uma pergunta que ninguém responde. 


Novos preços dos MacBooks.

Com 200 novidades, Mountain Lion chega mês que vem por US$ 19,99



Na abertura da WWDC Craig Federighi apresentou mais novidades sobre o Mountain Lion, a próxima iteração do OS X. Com uma base instalada de 64 milhões de usuários e tendo no Lion, a versão anterior/atual, a mais vendida da história da Apple (26 milhões de cópias em nove meses), foi mais um recap do que já sabíamos, com poucas novidades mesmo, mas algumas importantes, como preço e data de lançamento.
Já falamos bastante das novidades do Mountain Lion, a maioria delas destacadas mais uma vez na WWDC e reforçando a “iOS-ficação” do OS X. Mas em meio a muito “vale a pena ver de novo,” surgiram novos recursos e funções que merecem menção.
O Power Nap, por exemplo, é um novo modo “low profile” que coloca o sistema para trabalhar em atividades rotineiras, como realizar backup, atualizações e sincronia com a nuvem gastando pouquíssima energia e sem exigir muito do hardware. Ele só funcionará na segunda geração do MacBook Air e no novo MacBook Pro, porém — ouch.
No palco também foi demonstrado o suporte a AirPlay, que permitirá passar o conteúdo do notebook para TVs via Apple TV, e o Game Center, cafona como é no iOS, mas que “contará pontos” de forma unificada em todas as plataformas, OS X e iOS
Foi dado bastante destaque à localização do Mountain Lion para a China, com suporte a dicionário, adaptações no Safari e a inclusão do buscador Baidu no sistema. A Apple pede para que os desenvolvedores olhem com carinho esse mercado — está em processo de explosão, com muito chinesinho comprando Apple como se não houvesse amanhã.
O Mountain Lion, com 200 novidades no total, enfim ganhou data de lançamento e preço: sai mês que vem por apenas US$ 19,99 — US$ 10 mais barato que o Lion e uma prova de que o modelo de compra via download deu certo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Apple atualiza AirPort Express sem fazer alarde



Em acréscimo ao carregamento de novos Macsapresentados no keynote de hoje na WWDC, a Apple incluiu sorrateiramente uma Airport Express atualizada na sua loja online.


O novo design do roteador Wi-Fi se parece bastante com um Apple TV, então não os coloque muito próximos para não correr o risco de misturá-los. Agora ele tem suporte a duas bandas de Wi-Fi 802.11n simultâneas. Isso significa que você tem conexões wireless a 2,4 GHz e 5 GHz ao mesmo tempo, logo, pode usar ao mesmo tempo seu computador e um iPhone sem prejudicar a velocidade. E não se sinta intimidado se você for um completo leigo — ele supostamente é super fácil de configurar, com um assistente embutido no iOS e OS X que faz a parte mais difícil do trabalho. No pacote, você também tem garantida a funcionalidade de AirPlay e ele ainda vem com um conector de áudio para compartilhar suas músicas, além de uma porta USB para imprimir sem fios.

Anonymous: grupo planeja protestos em 18 cidades indianas



A Índia é, atualmente, o novo foco do Anonymous. O grupo de hackers da internet — que tem como um dos seus principais símbolos a máscara de Guy Fawkes — está organizando grupos de protesto em 18 cidades indianas contra a tentativa de bloqueio do governo a casos de violação de direitos autorais.
Tudo começou após algumas empresas, como a Copywritelabs, obterem uma ordem judicial que obriga o bloqueio de sites como o Vimeo — em que era possível assistir a filmes de Bollywood, por exemplo. Do outro lado, os manifestantes alegam lutar pela liberdade de expressão e de discurso, afirmando que se trata de uma censura arbitrária.
Em resposta a ordem extrajudicial a favor das empresas de direitos autorais, o grupo Anonymous “hackeou” cerca de 15 sites, incluindo a Suprema Corte e vários provedores indianos. Além disso, para acentuar o engajamento ao protesto, um vídeo de convocação aos simpatizantes do movimento foi lançado — e pode ser conferido acima.

App Store passa os 30 Bilhões de dowloads



A Apple anunciou na tarde desta segunda-feira (11) novos números relativos à App Store. Segundo a empresa, no total já foram feitos cerca de 30 bilhões de downloads, um número expressivo para a companhia, que pode comemorar o fato de ter a maior loja virtual de aplicativos do mundo.
Além disso, existem 440 milhões de cartões de crédito cadastrados na plataforma para compra rápida de conteúdo, maior banco de dados do gênero no mundo. As mais de 400 milhões de contas têm acesso a pelo menos 650 mil aplicativos, sendo que um terço deles é compatível com as versões de iPad.
A App Store da empresa da Maçã está presente hoje em 120 países e sua atuação deve ser ampliada para outras 32 nações, conforme anúncio feito no evento de hoje.

Malware Flame possui código suicida que apaga sua presença



Conhecido por infectar centenas de computadores no Oriente Médio, o malware Flame está provando ser ainda mais complexo do que o esperado. Além de monitorar redes, realizar a função de keylogger e capturar áudio e imagens do computador, a ameaça conta com linhas de código que removem qualquer traço de infecção das máquinas afetadas.
A descoberta foi feita pela empresa de segurança Symantec, que notou a ocorrência do comportamento em seus computadores “honeypot”, dispositivos que são propositalmente infectados para o estudo de malwares. O responsável por apagar o vírus é o processo “browse32.exe”, que substitui as linhas de código do Flame por caracteres gerados de forma totalmente aleatória.


Malware extremamente complexo


Segundo a companhia, o arquivo executável não foi bem sucedido em remover completamente os sinais deixados pela ameaça. As análises realizadas indicam que o código foi criado antes do dia 9 de maio, antes da existência do malware vir a público.
O Flame contamina computadores se disfarçando como uma atualização do Windows, utilizando uma brecha de segurança que foi corrigida pela Microsoft em um pacote de emergência liberado no último final de semana. Até o momento, não há sinais concretos sobre a origem da ameaça, porém sua complexidade indica que o malware deve ser deve ser resultado do trabalho de algum país, e não somente de um grupo independente de hackers.

Novo Mac OS X Mountain Lion traz recursos incríveis para os consumidores


A Apple não poderia deixar os sistemas operacionais de fora da WWDC 2012. Por isso, trouxe as novidades que serão encontradas no Mac OS X Mountain Lion. Mas, antes, revelou alguns dos principais números do Mac OS X Lion. O atual sistema já está em 40% dos computadores da Apple – foram 26 milhões de cópias vendidas.


iCloud


Além disso, também foram revelados os números do iCloud. Segundo a Apple, já são 125 milhões de contas no sistema. Isso permite a integração entre diversos aparelhos diferentes, incluindo iPhones, iPads e MacBooks. Basta atualizar um arquivo em algum dos aparelhos cadastrados e ele estará disponível com as alterações no iCloud.



Central de notificações


O sistema de notificações que ficou muito conhecido no iOS está disponível também para o Mac OS X. A partir de agora, os consumidores poderão conferir tudo o que recebem de seus apps por um único local, a chamada "Central de Notificações". Softwares conectados à internet também podem utilizar a central para enviar notificações.


Compartilhamento


Mais uma coisa do iOS que está agora no Mac OS X. Com um sistema de compartilhamento sendo melhorado, os usuários poderão compartilhar vídeos, imagens, links e muitos outros itens diretamente para o Twitter. Ainda não há qualquer informação sobre a conexão com o Facebook.


Safari


Você quer a sincronização do iCloud também no seu navegador? Pois o Safari vai permitir isso a partir de agora, graças ao novo sistmea iCloud Tabs. Em conjunto com o novo TabView, o navegador vai garantir melhores resultados de navegação. Uma das principais novidades está no "Do not Track in Safari", que evita a captura de informações por cookies.

 

Um recurso chamado "Soneca do Poder" (tradução livre) deve ser algo muito legal. E realmente é. O Mac OS X Mountain Lion vai poder ser atualizado enquanto está em modo de repouso. Pelo visto, backups também serão permitidos nesse mesmo estado. Parece que os computadores estão finalmente trabalhando sozinhos.


Game Center


Novidades no Game Center da Apple. A partir de agora, os jogos que oferecerem modos multiplayer poderão ser jogados entre consumidores com diferentes plataformas (iOS e Mac OS X). Isso será permitido tanto para modos head-to-head (os dois ao mesmo tempo) quanto em games que utilizam turnos.


Dictation


Você já deve conhecer o sistema de reconhecimento de voz do iOS. Pois o Mac OS X Mountain Lion vai oferecer algo parecido. Trata-se do Dictation, um sistema que pode identificar as falas dos usuários para criar textos que serão utilizados nos aplicativos instalados no computador. Não foram revelados detalhes, mas possivelmente isso demandará conexões ativas com a internet para funcionar.


AirPlay Mirroring


Exibir os conteúdos de um computador para a televisão é uma ótima ideia. E que tal fazer isso sem precisar de nenhum cabo adicional? Com o novo sistema AirPlay Mirroring isso será possível, desde que a televisão esteja ligada a um dispositivo Apple TV. Segundo a Apple, todos os conteúdos podem ser mostrados, incluindo vídeos, jogos e imagens.


O preço do Leão da Montanha


Os consumidores poderão adquirir a nova versão do sistema operacional Mac OS X a partir do próximo mês. Assim como aconteceu com o Lion, o Mountain Lion também será distribuído apenas por via digital. O preço para a atualização (para Lion e Snow Leopard) será de apenas 19,99 dólares e todos os consumidores que comprarem Macs a partir de hoje terão a atualização gratuita.

Retina MacBook Pro: a maior densidade de pixels que um notebook já viu


 

O que esperar de um notebook que oferece a tela mais falada dos últimos tempos? Não podemos nos contentar com pouco, afinal de contas estamos falando dos novos MacBook Pro, que agora podem ser encontrados também com a tela Retina. E o que ela tem de tão especial? Além das resoluções incríveis (2880x1800) em 15,4 polegadas, o que mais chama a atenção é a densidade de pixels.
 
Para cada polegada de tela, são 220,5 pixels. Isso significa que a nova tela Retina dos MacBooks Pro é superior aos principais notebooks da atualidade. Como você pode conferir na tabela acima, até mesmo o Asus Zenbook Prime foi deixado para trás.


Tecnologia à flor da pele: conheça alguns projetos voltados para o maior órgão do corpo


A pele é o maior órgão do corpo humano, funcionando como revestimento externo, regulador da temperatura corporal, reserva de nutrientes e barreira natural contra microrganismos, além de contar com as terminações nervosas responsáveis pelas diferentes sensações, entre outras funções.
Portanto, ao apresentar uma área tão extensa, não é à toa que os pesquisadores se interessem tanto pela nossa pele. Confira abaixo alguns projetos que se encontram em pleno desenvolvimento:


Pistola de células tronco


 

De acordo com uma notícia publicada pelo jornal The Star, uma espécie de pistola, desenvolvida por pesquisadores do Instituto McGowan de Medicina Regenerativa da Universidade de Pittsburgh, está sendo utilizada em pacientes que sofreram queimaduras graves de segundo grau.
O equipamento funciona como uma espécie de spray, aplicando uma solução de células tronco — provenientes do próprio paciente — e água sobre a área afetada. O tratamento dura aproximadamente 90 minutos e, de acordo com os testes clínicos, o processo regenerativo é bem mais rápido do que os tratamentos tradicionais.


Acústica corporal e pele touchscreen



Se você acha que o teclado e as telas touchscreen são limitados demais, saiba que você não é o único. Em uma parceria com estudantes da Universidade Carnegie Mellon, a Microsoft está trabalhando em um projeto chamado Skinput, uma tecnologia que transforma a sua pele em uma tela portátil.
Para isso, os pesquisadores utilizam uma espécie de braçadeira com sensores e um pequeno projetor, que fica presa ao braço e é capaz de captar a frequência sonora obtida quando tocamos a nossa pele. Os sinais são, então, traduzidos na forma de comandos, permitindo que outros aparelhos, como telefones, dispositivos de áudio ou jogos, por exemplo, sejam controlados com simples toques na própria pele.


Tatuagens programáveis



O que você acha de ter uma tatuagem que pode ser modificada — e até mesmo apagada — dependendo do seu humor ou ocasião? Essa tecnologia ainda não existe, mas muita gente certamente se interessaria. Afinal, quantas pessoas você conhece que já se arrependeram de alguma tatuagem que fizeram?
A ideia surgiu de uma brincadeira do pessoal do site Think Geek, que explica que as tattoos programáveis funcionariam através de implantes subcutâneos que transformam a pele em uma enorme tela de pintura. O implante poderia ser posicionado em qualquer parte do corpo, e um software incluído no kit seria o responsável em mostrar a tatuagem que você desejar.

Apple atualiza MacBooks Pro com Ivy Bridge e GeForce GT 650M


 

A Apple revelou na edição 2012 da WWDC a atualização dos modelos atuais de MacBooks Pro, muito aguardados e especulados antes do evento. Com telas de 13” e 15”, os laptops apresentam poucas diferenças técnicas entre si, exceto nos processadores, na resolução e nos preços.
Apesar da falta de novidades em tecnologias, reservadas para a próxima geração de aparelhos, os modelos estão ainda mais potentes. O destaque está na atualização do processador, que passa a ser da geração Ivy Bridge da Intel, os mais recentes do mercado. A placa gráfica também é destaque: GeForce GT 650M, com arquitetura Kepler, até 1 GB de memória de vídeo e mídias rodando até 60% mais rapidamente.


MacBook Pro 15”


  • Resolução 1440 x 900 pixels;
  • CPU quad core i7 de 2,3 GHz ou 2,6 GHz;
  • 4 GB ou 8GB de RAM;
  • HDD de 500 GB ou 750 GB;
  • Preço: US$ 1799 (R$ 3600) ou US$ 2199 (R$ 4470).


MacBook Pro 13”


  • Resolução 1200 x 800 pixels;
  • CPU dual core i5 de 2,5 GHz ou dual core i7 de 2,9 GHz;
  • HDD de 500 GB ou 750 GB;
  • 4 GB ou 8GB de RAM;
  • Preço: US$ 1199 (R$ 2240) ou US$ 1499 (R$ 3000).

Em ambos os modelos, são até sete horas de bateria com desempenho total. Há ainda uma atualização nas entradas do aparelho, com o suporte para USB 3.0. Até a publicação da matéria, datas de lançamento ainda não foram divulgadas.

Adolescente cria algoritmo de pesquisa melhor que o Google




Quando você pesquisa alguma coisa no Google, normalmente os melhores resultados sempre surgem por primeiro, fazendo com que você nem precise passar para a segunda página do site de buscas para encontrar o que precisa. Mas e se existisse uma fórmula ainda mais eficiente que essa?
É exatamente isso que o canadense Nicholas Schiefer, de apenas 17 anos, conseguiu desenvolver: um algoritmo de busca mais eficiente que o líder atual na área, capaz de organizar resultados de maneira precisa e de acordo com estatísticas de termos pesquisados com frequência, sem usar apenas palavras-chaves.
O segredo é que o rapaz focou seu trabalho em um só mercado, apostando em redes sociais. Seu sistema é capaz de encontrar posts no Facebook, tweets antigos ou pequenos documentos compartilhados nessas páginas. O trabalho rendeu a Schiefer US$ 50 mil (cerca de R$ 100 mil) e o Intel Foundation Young Scientist Award deste ano na categoria de ciências da computação.
A ideia do adolescente, que sempre foi apaixonado por matemática e computadores, é continuar o projeto e aperfeiçoar o sistema. Será um concorrente de peso para o Google para daqui a alguns anos?

Quando Johann Sebastian Bach se torna livre, ele vai com tudo



Você tem que dar uma chance ao bom e velho J. S. Bach e o último projeto a levar seu nome: uma bem sucedida campanha para tornar livre e em app um dos seus trabalhos mais admirados, as Variações Goldberg.
O projeto Open Goldberg Variations é um sonho que se torna realidade para entusiastas de Bach, fãs do open source, desenvolvedores de apps, remixers, músicos experimentais de todos os tipos e qualquer um com ouvidos aguçados, criado com o objetivo de “liberar Bach.” As gravações dessa obra-prima estão disponíveis gratuitamente em qualidades que vão até o FLAC a 24 bits/96 Kbps (torrent), mas isso é só o começo.
Em adição às gravações (listadas abaixo), que são gratuitas a qualquer um para que delas sejam feitas o que quiser (redistribuição, remixagem, download, mashups etc.), este projeto diz respeito também a um app gratuito para iPad que permite a você ouvir na medida em que segue uma partitura inteligente, algo simplesmente sensacional — ou, se você for ao show ao vivo (vídeo abaixo), dá para acompanhar as músicas junto com o pianista em tempo real. O app é bem feito, mas ele deve ser apenas o início no projeto Open Goldberg Variations. Outros desenvolvedores e músicos podem construir o que quiserem usando as gravações e as partituras inteligentes.
O projeto levantou US$ 23.748 no Kickstarter para ser financiado, quase US$ 10 mil a mais do que o orçamento desejado — e tudo começou em um Music Hack Day. O gerente do projeto Open Goldberg Variations, Robert Douglas; o CEO da MuseScore, Thomas Bonte; e a pianista Kimiki Ishizaka levaram esse primeiro-do-seu-tipo show para a estrada com uma apresentação que permitiu à plateia seguir as partituras automaticamente, nota a nota, em qualquer dispositivo com um navegador e um microfone.
Bonte explica a tecnologia por trás desse feito:
  • “O software de acompanhamento musical SampleSumo puxa a partitura da API do MuseScore.com;
  • Quando ele ouve a apresentação ao vivo a partir do microfone, ele sabe onde ela está na partitura;
  • O software então envia um sinal para o servidor node.js do MuseScore para avisá-lo de que ele sabe qual nota deve ser destacada;
  • Finalmente o servidor node.js envia o sinal para todos os dispositivos conectados;
  • Isso funciona em qualquer dispositivo com um navegador: notebooks, desktops, dispositivos móveis, sem restrições.”
É um projeto incrivelmente abrangente, especialmente se considerarmos que o ponto central disso tudo é liberar o trabalho de Bach, cujos direitos prescreveram e agora são de domínio público, sem amarra alguma.
“Kimiko Ishizaka, uma premiada pianista, se voluntariou para tocar as Variações Goldberg de graça e sem reclamar os direitos da execução. Ambas as partituras e as gravações serão colocadas diretamente sob domínio público,” diz o porta-voz do projeto na página do Kickstarter. “Para garantir que as partituras e as gravações serão sempre parte do domínio público, elas serão licenciadas usando sob Creative Commons Zero. Qualquer um poderá baixar, copiar, distribuir, trabalhar ou remixar a gravação.”
Instale o app do Open Goldberg Variations para iPad aqui.

Este é o (incrível) futuro da imagiologia médica



Esqueça o raio-x, jogue fora o ultrassom e diga adeus à ressonância magnética.O futuro da imagiologia médica é promissor e dará aos médicos uma visão surpreendentemente realista do que está acontecendo dentro do seu corpo.
Na realidade, a ideia de jogar todas essas técnicas no lixo é um pouco prematura, isso porque o futuro depende de todas elas. A ideia é desenvolver novas formas de combinar a enorme quantidade de dados que elas geram em imagens ultrarrealistas. Embora isso já seja possível até certo ponto, o rápido desenvolvimento do poder computacional significa que elas ficarão ainda melhores, ainda mais reais. Em um paper sobre o futuro da imagiologia médica, Charl Botha, da Universidade Delft de Tecnologia, na Holanda, explica:
“Análogo ao caso da visualização ilustrativa, o rápido desenvolvimento em hardware e algoritmos gráficos agora permite a renderização interativa de conjuntos de dados de imagiologia médica com a física baseada na iluminação…
Essas técnicas permitem não apenas o fotorrealismo, mas também uma forma técnica de hiperrealismo em artes, onde é possível melhorar as visualizações com detalhes realistas incrementais para transmitir informações de uma maneira melhor.”
A imagem acima, por exemplo, mostra o tipo de resultado que pode ser criado usando renderização volumétrica precisa — e, como se nota, é um salto gigantesco em relação ao antigo raio-x. O futuro, logo, é um onde os cirurgiões poderão vistoriar cada detalhe do corpo do paciente, da forma como ele aparecerá na mesa de operações, do conforto de seus consultórios.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Nova patente da Apple para o MacBook Air pode ser um problema para ultrabooks



A Apple recebeu uma nova patente de design, que cobre o formato de cunha do MacBook Air. Só que a patente parece tão ampla que pode cobrir muitos ultrabooks que existem hoje.
O design é definido pelas linhas sólidas nas imagens da patente; as linhas pontilhadas não fazem parte do design protegido. Mas há tão poucas linhas sólidas que a patente parece ampla demais – e inúmeros laptops recentes poderiam ser englobados por ela. O The Verge cita como exemplos o Asus Zenbook e o HP Envy Spectre XT: vistos de lado, eles têm a forma de cunha presente nesta patente de design.
A própria patente cita, na seção “Outras Publicações”, dois laptops com o formato de cunha que surgiram antes do MacBook Air: o Sony Vaio X505 (de 2005) e o italiano Olidata Altro (de 2009). Aparentemente, o USPTO considera válida esta patente mesmo que haja laptops anteriores com o formato de cunha.
A Apple é conhecida por suas disputas judiciais de patente, mas talvez com Tim Cook no comando, a empresa possa mudar de atitude. Senão, veremos mais outra guerra de patentes, agora em ultrabooks. 

Canon EOS Rebel T4i promete vídeo HD fantástico


Há anos, as câmeras Rebel da Canon estão à frente da concorrência no ramo de DSLRs que não custam tanto. A mais nova encarnação da linha Rebel, a Canon EOS Rebel T4i, mantém esta tradição com inovações que você não vai encontrar nem mesmo em DSLRs mais caras. Ela traz controles de touchscreen e novas funções de vídeo para iniciantes, que acrescentam funcionalidade a uma câmera que já era ótima. Mas isso tem um preço.
Em custo-benefício, a Canon T3i (lançada ano passado) é uma câmera ótima e bastante popular, mas comparada à sua antecessora lançada em 2010, ela não trouxe muitas novidades. Claro, a T3i ganhou a tela giratória do modelo 60D mais caro, o que facilita na hora de filmar. Mas fora isso, não houve outro motivo para gastar na T3i quando você podia encontrar a T2i por menos.
A T4i, por sua vez, oferece atualizações que fazem valer seu dinheiro, ao menos no papel: uma nova touchscreen, foco automático e contínuo em modo vídeo, microfone estéreo embutido, e fotos melhores graças a um novo processador de imagem.
Canon EOS Rebel T4i
Do ponto de vista de usabilidade, a touchscreen de vidro capacitiva da T4i é um avanço enorme para iniciantes já acostumados a smartphones. Uma das desvantagens no corpo (relativamente) compacto de DSLRs menos caras é não poder conter tantos botões, então as configurações ficam ocultas em menus. Isso dificulta o uso por iniciantes. A touchscreen livra o usuário da navegação por botões, permitindo realizar mais facilmente os ajustes que você quiser.
O autofoco potente para vídeos é uma função que demorou para chegar na linha Rebel. Até então, na hora de filmar, DSLRs têm sido difíceis de usar por iniciantes. Profissionais e entusiastas vêm obtendo resultados excelentes de DSLRs há anos, mas eles dependem do foco manual para conseguir boas imagens.
Iniciantes precisam de foco automático, e a T4i traz exatamente isso. Por exemplo, se você está filmando uma festa de aniversário, você leva a câmera do seu filho até o bolo e até os presentes, e quer ver a câmera entrar em foco instantaneamente, sem ter que tocar em botões ou na lente. É isso que promete a nova configuração Movie Servo AF da T4i. A Canon conseguiu um trunfo técnico difícil de ser alcançado, que requer um sistema melhorado e super-rápido de sensor para autofoco, mas eis o que você precisa saber: filmar em HD com a T4i pode ser a experiência mais fácil de gravar vídeo com uma DSLR.
Canon EOS Rebel T4i
E, com foco automático e contínuo em mente, a Canon traz uma nova linha de lentes STM (para motor de passo), feitas especificamente para filmar com o novo modo Movie Servo AF. Elas são ajustadas precisamente para o autofoco da T4i, para serem rápidas e silenciosas. A Canon diz que a nova lente produz vídeo sem problemas de foco lento, nem o som do motor de autofoco. (A Canon também vai lançar uma nova lente pancake 40mm que está nas fotos do post, que transforma sua DSLR em uma pequena câmera ótima para fotografias na rua.)
E, aproveitando que estamos falando sobre ruído e som, a T4i recebeu um microfone melhorado e estéreo, em vez do mono na T3i. A entrada para microfone externo continua lá.
Quanto às especificações da câmera, a T4i recebe a atualização incremental já esperada. Ela ainda tem um sensor APS-C de 18 megapixels, mas a tecnologia do sensor foi melhorada para tirar fotos de até ISO 12.800, contra ISO 6.400 na T3i. Isto significa fotos melhores em situações com pouca luz, ou com muito movimento – como um jogo esportivo, onde você quer congelar uma ação bem rápida. Ela continua filmando em 1080p a 24/30fps, ou em 720p a 50/60fps.
Como esperado, a T4i possui o processador de imagem Digic 5, que a Canon apresentou ano passado. A T4i agora consegue tirar 5 fotos por segundo, contra as 3,7 fotos por segundo na T3i. O novo processador também melhora o equilíbrio automático do branco, além da redução de ruído em ISOs mais altos.
Basicamente, tirar fotos deve ficar mais fácil que nunca. O Digic 5 ajuda a reproduzir nas fotos a cor da vida real, e o processador elimina parte do granulado na imagem em pouca luz.
Com todas essas melhoras, a única coisa que nos desanima um pouco é o preço da T4i. O pacote padrão, com uma lente kit zoom 18-55mm, custa US$850. Mas a Canon está apostando muito na parte de vídeo, então também vende a T4i com a nova lente STM 18-135mm por US$1.200. Isso é bem caro, dado que a Nikon D3200, a maior concorrente da T4i, custa só US$700 com lente kit 18-55mm.
No geral, a Canon EOS Rebel T4i parece ser uma atualização bem interessante. Obviamente, ainda precisamos testar bastante a câmera no mundo real. Vamos descobrir se a T4i vale o preço alto quando chegar, no final de junho, ao mercado americano. [Canon]
Canon EOS Rebel T4i

Facebook inaugura sua loja social de apps para web, iOS e Android


O Facebook anunciou que seu novo App Centerestá aberto para os usuários. Ele oferece recomendações personalizadas de apps e jogos para você usar na web, mas não só: ele também inclui apps de iOS e Android. Entenda como funciona.
Sabe os joguinhos e apps do Facebook que existem hoje? Pois bem, eles foram reunidos no novo App Center. Só que agora, mais do que nunca, o Facebook recomenda apps de forma social – mas não só. Ele leva em conta vários fatores: apps que seus amigos estão usando; avaliação dos usuários; engajamento deles com o app; entre outros.
O App Center também recomenda apps para iOS e Android – como Instagram, Draw Something e mais – que você pode instalar direto do computador. Basta clicar em “Enviar para Dispositivo Móvel”, e você recebe no celular o link para instalar o app, seja na App Store, seja no Google Play.
Ou seja, no caso de celulares o App Center funciona apenas como um diretório dos apps móveis que se integram, de alguma forma, ao Facebook. E como o App Center oferece recomendações personalizadas, a minha lista de apps sugeridos será diferente da sua. O App Center vai aparecer, depois de um update, nos apps oficiais do Facebook para iOS e Android.
No computador, você verá o App Center neste link, e poderá usar os webapps de sempre a partir dele. Mas repare que nem todos estão lá: o App Center começa com 600 apps, porque o Facebook está oferecendo apenas os que têm maiores avaliações. Claro que a loja deve aumentar com o tempo.
O novo App Center já chegou por aqui. Se não chegou aí, o Facebook avisa que ele deve estar disponível para todos nas próximas semanas. [App Center via Facebook via The Verge]
Facebook App Center
Facebook App Center

Por dentro do LulzSec: Como os famosos hackers conheceram o criador da Wikileaks



Por 50 dias, durante o verão de 2011 no hemisfério norte, os membros do Lulz Security foram os hackers mais famosos do planeta. Uma subdivisão do grupo hackertivista Anonymous, oLulzSec detonou a Fox Broadcasting, tirou o site da CIA do ar e vazou centenas de milhares de senhas dos clientes da Sony, se gabando de cada um de seus novos hacks na conta de Twitter do grupo.
Durante o auge de seus exploits, a jornalista Parmy Olson conseguiu falar com os membros chave do LulzSec, como o Topiary, o inteligente porta-voz do grupo, e o Sabu, o verdadeiro líder do LulzSec que virou informante do FBI e ajudou a acabar com o grupo. O novo livro de Olson, We Are Anonymous, conta a fascinante história de ascensão e queda do LulzSec.
Um dos episódios mais intrigantes durante o curto perído que o LulzSec atuou, foi quando o fundador da Wikileaks, Julian Assange aparentemente tentou recrutá-los para hackear seus inimigos. O trecho a seguir de We Are Anonymous detalha um encontro online até então secreto que se passou em Julho de 2011 entre os hackers do LulzSec e um representante* da Wikileaks chamado “q”. – Nota do editor.
Para Assange um simples ataque DDoS no CIA.gov foi uma piada necessária. Desde que o Anonymous tinha ido em sua defesa em dezembro, ele tinha passado os últimos meses lutando contra a ameaça de extradição dos Estados Unidos e acusações de traição por causa da divulgação de telegramas diplomáticos na Wikileaks. Autoridades suecas haviam duplicado seus problemas ao acusa-lo de tentativa de estupro, o que significava que ele estava lutando contra a extradição para a Suécia também. No meio tempo, ele estava hospedado na mansão de um jornalista inglês, usando uma tornozeleira eletrônica, e tentando acompanhar a evolução no mundo da cyber segurança. Estava sendo difícil não notar o LulzSec. Por um lado, o grupo parecia um bando de comediantes destemidos. Por outro, ele claramente tinha hackers habilidosos na equipe.
Impressionado, e talvez incapaz de se conter, Assange abriu a conta de twitter principal da WikiLeaks e postou isso para quase um milhão de seguidores: “Apoiadores da WikiLeaks, o LulzSec derrubou a CIA…que tem uma força-tarefa cuidando da WikiLeaks”, acrescentando: “a CIA finalmente aprendeu o verdadeiro significado de WTF.” Logo após algumas agências de notícias e websites alegarem que a WikiLeaks estava apoiando o LulzSec, ele deletou o primeiro tweet. Ele não queria estar publicamente associado com o que claramente eram hackers black hat. Ao invés disso, ele decidiu que era o momento para secretamente entrar em contato com o audacioso grupo que estava roubando os holofotes. Em 16 de junho, um dia depois de Ryan colocar seu botnet no CIA.gob, um associado da WikiLeaks contatou Topiary [porta-voz do Lulzsec].
“Eu tenho um contato na WikiLeaks que gostaria de falar com você”, a pessoa disse, e o direcionou para um novo servidor de iRC que poderia servir como território neutro para uma conversa particular. A rede era irc.shakebaby.net e o canal era #wikilulz. Topiary ficou imediatamente cético e achando que o contato estava trollando.
Quando ele finalmente falou com um membro da equipe do WikiLeaks conhecido como q, que estava no canal com o nick de Dancing Balls, ele pediu  para alguém postar alguma coisa na conta do Twitter da WikiLeaks. Assange, que supostamente era o único que tinha acesso, o fez, postando algo sobre o eBay, e deletando o post em seguida. Topiary fez o mesmo fez o mesmo na conta do Twitter do LulzSec. Mas ele precisava de mais provas, já que o feed da Wikileaks poderia ter sido hackeado. q disse que poderia fazer isso. Dentro de cinco minutos, q colou um link para o YouTube no chat do IRC, e disse para o membro do LulzSec dar uma olhada.
Topiary abriu e viu imagens em vídeo de uma tela de laptop e o mesmo chat de IRC que eles estavam conversando, com o texto se movendo em tempo real. E então a câmera foi movida para mostrar um Julian Assange grisalho sentado na frente do laptop e olhando para ele, com o queixo encostado nas mãos. Ele usava uma camisa branca e a luz do sol passava por uma janela decorada com cortinas extravagantes. qdeletou o vídeo de vinte e dois segundos logo depois. No canal do IRC com Topiary e q estava também [o líder do LulzSec] Sabu, muito provavelmente com agentes do FBI bastante interessados em monitorar a conversa.
“Diga ao Assange que eu mandei ‘oi’”, Sabu disse para q.
“Ele mandou um ‘oi’ de volta”, q disse.
Em um primeiro momento Topiary estava nervoso. Ali estava o próprio Julian Assange, o fundador da WikiLeaks, entrando em contato com sua equipe. Ele não conseguia imaginar porque ele queria conversar com eles. E então ele notou o que q e Assange estavam falando. Eles estavam elogiando o trabalho do LulzSec, acrescentando que eles riram com o ataque DDoS na CIA.
Com todos os elogios, até parecia que eles estavam nervosos. Por uma fração de segundo, o LulzSec parecia ser muito maior do que Topiary jamais imaginou.
Nesse momento alguns outros do núcleo da equipe ficaram sabendo o que estava acontecendo e haviam entrado na sala de chat. Sabu fez um resumo rápido do que estava se passando, e então disse que isso poderia significar atingir alvos maiores.
“Minha equipe está disposta a atacar sites governamentais tradicionais,” ele disse a Assange e q no chat. “Mas como o vídeo foi removido, alguns deles estão céticos.”
“Sim, eu removi o vídeo já que ele era só para você, mas posso gravar outro se você quiser : )”, q disse.
“Se nós precisarmos de mais provas (por causa da minha equipe) ok”, disse Sabu. “Mas no momento parece que tudo bem.”
E então q começou a explicar porque ele e o Assange haviam contatado o LulzSec: eles queriam ajuda para se infiltrar em vários sites corporativos e governamentais da Islândia. Eles tinham muitos motivos para querer vingança.
Um jovem membro da Wikileaks tinha recentemente ido para a Islândia e sido preso. A Wikileaks estava licitando acesso para uma central de dados em um bunker subterrâneo, mas havia perdido para outro licitante corporativo depois que o governo negou-lhes espaço. Outro jornalista que apoiou a WikiLeaks foi detido pelas autoridades. Assange e q pareciam querer tentar pegar o serviço de e-mail dos sites governamentais e procurar evidência de corrupção ou pelo menos evidência de que o governo estava sendo injusto ao mirar a WikiLeaks. A imagem que eles estavam tentando passar era que o governo da Islândia estava tentando suprimir a liberdade da WikiLeaks de divulgar informações. Se eles pudessem expor tais evidências, conforme eles explicaram, isso poderia ajudar a instigar uma espécie de revolta na Islândia e além.
No dia seguinte, q e Assange queriam falar com o LulzSec novamente. Talvez sentindo que Topiary ainda estava cético, q insistiu em fazer upload de outro vídeo. Ele mais uma vez mostrou a tela do laptop e da conversa dos dois no IRC sendo atualizada em tempo real, em seguida, um close do próprio Asssange, com a cabeça apoiada na mão novamente, mas dessa vez piscando e mexendo no track pad do laptop, e então falando com uma mulher que estava perto dele. A câmera então deu uma volta em torno de Assange antes do vídeo terminar. O vídeo havia sido filmado e enviado em menos de cinco minutos. Topiary, que tinha experiência com Photoshop e manipulação de imagens, calculou que modificar o chat do IRC e o Assange no mesmo vídeo em um curto espaço de tempo teria sido incrivelmente difícil, e ele começou a acreditar que tudo isso isso era real.
Mas q não estava pedindo ajuda para o LulzSec só pela bondade dos seus corações. Existia potencial para ganho mútuo. q estava oferecendo ao grupo uma planilha com dados governamentais secretos, um arquivo chamado RSA 128, que foi cuidadosamente criptografado e precisava ser crackeado. q não enviou, mas descreveu o conteúdo.
“Isso é algo bem difícil de crackear”, Sabu disse ao q. “Vocês tentaram força bruta?” q explicou que eles tinham computadores no MIT trabalhando no arquivo há duas semanas sem sucesso.
Topiary queria perguntar se Assange iria dar à equipe outras coisas para vazar, mas ele decidiu não fazer isso. Parte dele não queria saber a resposta para isso. Já estava começando a parecer que o LulzSec estava no caminho de se tornar a versão Black-hat da Wikileaks. Se a WikiLeaks estava sentando em uma pilha de dados secretos que eram simplesmente arriscados demais para serem vazados, então eles agora tinham um parente mais ousado e obscuro para ajudar a vazar.
Topiary decidiu mencionar que o LulzSec era a mesma equipe por trás do ataque ao HBGary. Assange disse que havia ficado impressionado com os efeitos do HBGary, mas acrescentou: “Vocês poderiam ter feito melhor. Poderiam ter visto todos os e-mails primeiro.”
“Nós poderíamos”, Topiary concordou, “mas não somos um grupo de vazamentos, nós só queríamos soltar tudo o mais rápido possível.”
“Sim, mas vocês poderiam ter liberado de uma maneira mais estruturada,” disse Assange.
“Nós não queríamos olhar 75000 e-mails à procura de corrupção”, Topiary refutou novamente. Ele lembrou como tinha vasculhado por esses e-mails procurando não por escândalos, mas pelas cartas de amor de Penny Leavy para os personagens de World of Warcraft de Barr e Greg Hoglund.
O grupo decidiu convidar Assange e q para sua rede de IRC no servidor do Sabu. Topiary criou um canal para todos eles conversarem e chamou de #IceLulz. q disse que ele desejava que a WikiLeaks pudesse ajudar o grupo com mais coisas como servidores ou até mesmo conselhos, mas eles não queriam deixar a conexão com o LulzSec óbvia demais. Na verdade, quando Topiary disse para q ir em frente e mandar o arquivo RSA 128 quando quisesse, ele pareceu dar para trás.
“É, quem sabe no futuro nós veremos onde isso vai dar”, q disse. Ele nunca mandou o arquivo, pelo menos não para o Topiary.
Ainda assim, Sabu estava “mais animado do que nunca”, devido ao fato que a WikiLeaks estava pedindo por sua ajuda, Topiary lembrou depois. Não está claro se Sabu estava na verdade assombrado pelo fato que ele estava agora ajudando também a implicar Assange. Seis meses antes, ele tinha acreditado tão apaixonadamente na causa da WikiLeaks que ele estava arriscando trazer seu nome hacker a público pela primeira vez em nove anos. Outra possibilidade: o FBI estava encorajando Sabu para entrar em contato com Asssange para ajudar a juntar evidências em um dos mais notórios criminosos de dados secretos do governo dos últimos tempos. Parece provável que se Sabu tiver ajudado a extraditar Assange dos Estados Unidos, por exemplo,  isso iria melhorar tremendamente seu acordo.
“É o nosso melhor momento”, Sabu disse para o grupo. Ele e q começaram a conversar com mais profundidade sobre os vários websites, e então Sabu enviou links de dois sites do governo e uma empresa para o resto do grupo, pedindo a eles para encontrarem uma maneira e entrar na rede e pegar e-mails. Nos dias seguintes, Topiary passou o trabalho de manter contato com a WikiLeaks a Sabu, e pelas semanas seguintes, Assange visitou a rede de chat do Lulzsec outras quatro ou cinco vezes.
Topiary deixou o canal do IRC #IceLulz aberto em seu laptop e o manteve assim. Apesar disso, logo ele virou um dos outros trinta canais que exigiam sua atenção, outra página piscando com texto vermelho.
*Um aviso: tratando-se do mundo sombrio dos hackers, é impossível dizer com certeza com quem o LulzSec conversou naquele momento. No livro, Olson aponta que q é uma figura controversa; alguns alegam que ele é um trapaceiro se passando por uma pessoa de dentro da WikiLeaks, enquanto outros alegam que ele é realmente alguém mais próximo de Assange. Se o Assange tentou solicitar hacks do LulzSec isso poderia ser legalmente condenável, mas as autoridades terão dificuldades para provar.
Parmy Olson é a chefe da sucursal de Londres da Revista Forbes.
Trecho extraído de We Are Anonymous: Inside the Hacker World of LulzSec, Anonymous, and the Global Cyber Insurgency por Parmy Olson. Copyright © 2012 Parmy Olson. Publicado por  Little, Brown and Company. Disponível para venda a partir de 5 de junho.