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terça-feira, 12 de junho de 2012

Com 200 novidades, Mountain Lion chega mês que vem por US$ 19,99



Na abertura da WWDC Craig Federighi apresentou mais novidades sobre o Mountain Lion, a próxima iteração do OS X. Com uma base instalada de 64 milhões de usuários e tendo no Lion, a versão anterior/atual, a mais vendida da história da Apple (26 milhões de cópias em nove meses), foi mais um recap do que já sabíamos, com poucas novidades mesmo, mas algumas importantes, como preço e data de lançamento.
Já falamos bastante das novidades do Mountain Lion, a maioria delas destacadas mais uma vez na WWDC e reforçando a “iOS-ficação” do OS X. Mas em meio a muito “vale a pena ver de novo,” surgiram novos recursos e funções que merecem menção.
O Power Nap, por exemplo, é um novo modo “low profile” que coloca o sistema para trabalhar em atividades rotineiras, como realizar backup, atualizações e sincronia com a nuvem gastando pouquíssima energia e sem exigir muito do hardware. Ele só funcionará na segunda geração do MacBook Air e no novo MacBook Pro, porém — ouch.
No palco também foi demonstrado o suporte a AirPlay, que permitirá passar o conteúdo do notebook para TVs via Apple TV, e o Game Center, cafona como é no iOS, mas que “contará pontos” de forma unificada em todas as plataformas, OS X e iOS
Foi dado bastante destaque à localização do Mountain Lion para a China, com suporte a dicionário, adaptações no Safari e a inclusão do buscador Baidu no sistema. A Apple pede para que os desenvolvedores olhem com carinho esse mercado — está em processo de explosão, com muito chinesinho comprando Apple como se não houvesse amanhã.
O Mountain Lion, com 200 novidades no total, enfim ganhou data de lançamento e preço: sai mês que vem por apenas US$ 19,99 — US$ 10 mais barato que o Lion e uma prova de que o modelo de compra via download deu certo.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Novo teclado bluetooth pode ser usado ao mesmo tempo no Mac, no iPhone e no iPad


Provavelmente todos vocês já sabem que tanto o iPhone, quanto o iPad e iPod touch são compatíveis com teclados externos bluetooth, que permitem escrever textos no aparelho sem precisar usar o teclado virtual (fomos uns dos primeiros a mostrar isso aqui). Mas quem costuma usar, geralmente se chateia com a burocracia de ter que emparelhar o teclado, que só funciona com um aparelho ao mesmo tempo. A Logitech quer mudar isso.
Ela está lançando o teclado solar K760, que além de não usar energia elétrica, ainda possui um sistema de multi-parelhamento, que permite escolher com quem vai conectar (conectar no iPad, no iPhone ou no Mac) apenas apertando a tecla correspondente.
O vídeo explica melhor como o sistema funciona:
O Logitech Wireless Solar Keyboard K760 ainda está em pré-venda no site americano, pelo custo de US$79,90. Mas pelo que parece, o site não envia para o Brasil.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Criadores do vírus Flashback ganharam 14 mil dólares com a praga, mas não vão receber um centavo



O vírus Flashback, que infectou cerca de 600 mil Macs por todo o mundo, rendeu 14 mil dólares (quase 28 mil reais) aos criadores em um período de três semanas. O vírus intercepta dados inseridos no computador para exibir anúncios publicitários. Quando a pessoa clicava nos anúncios, a renda era revertida aos fraudadores.
O que acontece é que as empresas que disponibilizam esses anúncios publicitários não são bobas e, segundo um post no blog da empresa de segurança Symantec, antes de pagar pela exibição dos anúncio as empresas investigam se os cliques foram autênticos ou não. Parece que os criminosos não conseguiram provar a autenticidade do sistema, logo, não terão direito a receber nem um centavo.
As estatísticas dizem que aproximadamente 10 mil malwares foram instalados nos computadores dos cerca de 600 mil Macs contaminados. Isso rendeu uma exibição de 10 milhões de anúncios publicitários. Trocando em miúdos: se com 2% da rede de fraude sendo utilizada o esquema rendeu 14 mil dólares, com 100% dela em atividade os bandidos poderiam ter ganhado milhões de dólares.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Patente sugere que Apple quer levar Siri para o Mac


Aparentemente a Apple está interessada em levar os recursos do assistente pessoal controlado por voz Siri para outros aparelhos, como Macs, porém não de forma nativa, mas emitido pelo iPhone 4S e mediado por um terceiro dispositivo, que faria a ponte entre os aparelhos.
De acordo com uma patente descoberta pelo AppleInsider, registrada em 2010 e que se tornou pública esta semana, a Apple registrou um sistema entitulado “Voice Control System". Sendo assim, o usuário poderia parear seu smartphone com esse outro dispositivo, permitindo estender a funcionalidade do assistente pessoal para o Mac - estão listados como equipamentos em potencial tanto notebooks quanto o desktops da companhia.
A patente descreve o Siri potencialmente melhorado, que ganharia novos recursos como a possibilidade de aprender novos comandos (como ao falar “Play” e o botão de reproduzir ser ativado no aparelho) assim como a ferramenta ser configurada para diferenciar a voz de outros usuários, a partir de uma espécie de treino. 
O novo iPad, anunciado no início do mês de março (veja o review completo aqui), recebeu um recurso para ditar textos, mas o Siri continua exclusivo do iPhone 4S. Dessa forma, as funcionalidades do smartphone poderiam ser levadas a outros dispositivos (a partir desse misterioso dispositivo mediador), enquanto que a empresa mantém o assistente pessoal exclusivo no smartphone, o que é vantajoso já que o celular possui uma conexão constante aos servidores da Apple (já que não há um modelo do celular “apenas com Wi-Fi, como acontece no iPad , por exemplo), que são responsáveis pelo processamento dos comandos de voz. 

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Ao parear o iPhone com outro dispositivo, os usuários poderiam estender as funções do Siri

quinta-feira, 29 de março de 2012

[Dica do dia] Saiba como apagar totalmente seus arquivos no Mac


O leitor Steve Carter escreveu dizendo que gostaria que seus arquivos apagados realmente sumissem do seu Mac:
“Como você apaga um arquivo completamente e para sempre? Pensei que o original ainda continuasse no HD (disco rígido) até ser sobrescrito. E há uma maneira de voltar e apagar permanentemente arquivos anteriormente excluídos?”
Vamos começar pelo básico. Quando você joga um arquivo no Lixo (Trash) e então esvazia-o, o arquivo não foi realmente embora. Ele é simplesmente removido do diretório de arquivos do seu Mac. Com as ferramentas de recuperação corretas (como o Data Rescue 3, que custa 99 dólares, por exemplo) você pode recuperá-los desde que não adicionado outros arquivos ao seu Mac que tenham sobrescrito a porção do disco que o arquivo em questão ocupava.
Para apagar um arquivo para que ele fique irrecuperável para todos, com exceção de quem vive disso (recuperar arquivos), jogue o arquivo no Lixo e escolha Finder -> Secure Empty Trash. Quando você faz isso, não apenas o arquivo é removido do diretório do Mac, mas o espaço do HD é sobrescrito com “lixo”.
Apesar de você não poder voltar atrás e selecionar arquivos apagados específicos para uma exclusão do tipo “não, de verdade, eu quero que você realmente suma”, é possível apagar o espaço “gratuito” no disco rígido do seu Mac. Essa opção faz uma busca por todas as áreas do disco marcadas como disponíveis para novos dados e sobrescreve-as com lixo.
Para fazer isso, abra o Disk Utility/Utilitário de Disco (/Applications/Utilities – Aplicativos/Utilitários), selecione o drive com o qual quer trabalhar, clique na aba Apagar (Erase), e clique em Apagar Espaço Livre (Erase Free Space). Então irá aparecer uma planilha que te oferece níveis diferentes de exclusões. Com o Mac OS Snow Leopard, essa planilha oferece opções como Zero Out Deleted Files, 7-Pass Erase of Deleted Files, e 35-Pass Erase of Deleted Files. No mais recente Lion, você verá um deslizador (slider) que oferece essencialmente as mesmas opções.
O padrão, Zero Out Deleted Files, escreve zeros sobre o espaço gratuito do disco. É uma opção adequada para a maior parte das pessoas. Você pode também pode escolher uma das outras opções com a noção de que enquanto eles sobrescrevem seus dados completamente, demoram muito tempo para fazer isso.
E é bom lembrar de fazer um backup sólido dos seus dados antes desses procedimentos. Nunca tivemos problemas por aqui, mas caso ocorra um erro inesperado, você não vai querer ficar olhando com cara de paisagem para um HD sem nenhum arquivo.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Windows 8 em um MacBook Air: belo, mas meio 'capenga'


O MacBook Air é um aparelho com design e hardware incrível, dos mais belos no mercado atual. O Windows 8 é, sem dúvida, sua contrapartida em termo de software — foi mal, Mountain Lion. E o que acontece quando você os mistura? Bem, talvez não o que você esperava.
Claro, há vários detalhes importantes aqui. O Windows 8 ainda está em seu modo ConsumerPreview – não é o prato final, só uma entrada. O que a Microsoft soltou hoje é algo para brincarmos e explorarmos, e não para substituir seu sistema atual. É um produto inacabado. Com bugs.
A Apple também não dá suporte oficial ao Windows 8 — abra o Boot Camp e ele apenas fará referência ao Windows 7. Isso significa que a base de drivers que a Apple preparou para o Windows não funciona direito neste Windows — é como construir uma casa no meio da lama, sacou? E fim de papo. Software incompleto em um hardware sem suporte é algo bizarro — mas, pô, por que não tentar?
E, sim, nós tentamos. Se você também quer fazer isso, veja como.
Então, o que funcionou? Valeu a pena?
Você sem dúvida conseguirá abocanhar uma enorme colher cheia com os nutrientes vitais do Windows 8. A interface Metro é absurdamente rápida, belíssima na tela do Air e, como num tablet, muito linda. Todas as animações e os elementos são graciosos no Air, como em qualquer outra máquina veloz. E, veja só, o iSight funcionou perfeitamente tanto para foto quanto para vídeo, e eu pude até mudar manualmente o contraste e a exposição.
Mas você simplesmente não pode usar o Windows 8 no Air do jeito que ele deve ser usado.
• Os atalhos de teclado do Air, como o controle de brilho de tela e volume, não funcionam. Eu tento aumentar o brilho e ele abre a Central de Ajuda. A tecla Command funciona para mudar para a interface Metro, mas ela falha e é bugada. Em um ato de desespero, eu tentei apertar a barra de espaço para abrir o app Photos, e acabei deletando tudo do meu Start Menu sem a possibilidade de voltar. Tristeza.
• Nada de gestos no trackpad. Sem dois dedos para rolagem, sem clique direito. Apenas arrastar e clicar. Isso deixa a navegação no Windows 8 (e tudo dentro dele) trabalho e bem chato — o completo oposto do que ele é quando funciona direito. Eu tentei instalar alguns drivers customizados que achei na internet e fiz meu computador trabalhar tanto que achei que os bombeiros iam entrar pela janela a qualquer momento.
• O brilho muda de forma aleatória. Respeite meus olhos!
• A conexão Wi-Fi some e volta do nada. Respeite minha internet!
• Sem controle de volume para tocar música. Dei play e o som do Carrie Underwood explodiu nas minhas orelhas com tanta força que eu acreditei ter tido uma hemorragia cerebral.
• Sem som nos alto-falantes, o que pode ser visto como algo bom se você leu o ponto anterior.
• Meu Air nunca ficou tão quente antes — as ventoinhas estavam enlouquecidas.
Novamente, isso não é culpa nem da Apple nem da Microsoft. Isso é um Frankenstein da computação. Se você quer mesmo ser um médico louco, você pode mergulhar nos fóruns e procurar correções para os problemas listados — alguns usuários do Twitter dizem ter conseguido arrumar algumas coisas.
Uma coisa eu posso lhe dizer: nenhum número de bugs (já esperados e aceitáveis) mudam o fato de o Windows 8 ser animal. E mesmo meio capenga, eu fiquei muito mais empolgado com esse beta do que com o beta do Mountain Lion que eu uso 99% do tempo.