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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Novo Windows restringe navegadores da concorrência, dizem Mozilla e Google


O Windows RT é o sistema operacional da Microsoft para processadores ARM. Ele tem a interface Metro e também vem com área de trabalho – mas é só para rodar o Office (que acompanha o OS), Windows Explorer e IE. Isso já era sabido há um bom tempo, mas só agora a Mozilla reclama que, no desktop clássico do Windows RT, o Firefox não vai rodar – e o Google também entrou no coro. Mas olha só: eles podem ter razão.
O problema é que, no Windows RT, o Internet Explorer acessa diversos recursos essenciais que nenhum outro navegador – como Firefox ou Chrome – pode usar. Asa Dotzler, porta-voz da Mozilla, explica que o Internet Explorer é uma mistura de Metro e desktop: basicamente, só a interface é Metro; quase toda a renderização é baseada em win32.
Só o IE pode fazer isso no Windows RT. Enquanto isso, outros navegadores ficam restritos às APIs mais limitadas do Metro. Este é o grande problema: “sem este acesso [ao win32], nenhum outro navegador tem chance de ser competitivo com o IE”, diz Dotzler. Você pode instalar outro navegador no Windows RT, e até configurá-lo como padrão – mas ele será capado.
Ele também lembra que apps Metro não podem criar mais de um processo, algo que o Chrome (e também o Firefox) faz para isolar abas, extensões e plugins. Desta forma, se uma aba trava na interface Metro, o navegador todo para de funcionar. O Chrome também sairia prejudicado, e o Google reclamou: “nós compartilhamos das preocupações que a Mozilla levantou sobre o ambiente do Windows 8 que restringe a escolha do usuário e inovação”.
Nas diversas versões do Windows 8, que você poderá instalar em seu PC, funciona tudo como sempre: você roda o que quiser no desktop, e também terá os apps Metro. A Mozilla e o Google não estão reclamando disso – é outra coisa.
O Windows RT, por sua vez, é uma versão que se parececom o Windows 8, mas é voltada para tablets ARM e não roda programas de Windows 7 e anteriores. Ele tem área de trabalho, mas só serve para rodar o Office (que ainda não tem versão Metro) além de Windows Explorer e Internet Explorer.
Google e Mozilla já preparam versões Metro do Chrome e do Firefox para Windows 8. Mas vejamos como este problema do Windows RT será resolvido. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Se o VLC roda DVDs de graça, por que no Windows não pode?


Windows 8, VLC e DVD.
A revelação por parte da Microsoft de que o Windows 8 não trará suporte à execução de DVDs e discos Blu-ray de vídeo por ser pouco usado e para cortar custos deixou muito usuário com um pé atrás e uma pergunta no ar: mas se o VLC suporta DVD e é gratuito, por que no Windows não é? Culpe (ou agradeça) o jeitinho francês.
Qualquer empresa que queira incluir suporte a DVD, seja em software, seja em hardware, precisa pagar royalties a detentoras de patentes como MPEG LA e Dolby Laboratories que, juntas, permitem que se faça a mágica do áudio e vídeo em discos de 4,7/9 GB. A Microsoft não é exceção e para cada licença do Windows comercializada, estima-se que a empresa pague só para esses dois consórcios cerca de US$ 3. Faz parte do jogo. Microsoft, Apple, Samsung, Sony, CyberLink… todas fazem isso.
Ou quase. A legislação francesa desconsidera patentes de software e… bom, a essa altura você já fez a ligação entre essa brecha legal e o VLC, né? Na página de questões legais do VLC a primeira coisa que se lê é o seguinte (grifos deles):
“VideoLAN é uma organização baseada na França. Assim sendo, a maior parte do que se segue é redigida na França e refere-se à lei francesa, que é a única aplicável à VideoLAN.
Para facilitar, algumas partes estão traduzidas para o inglês. Entretanto, se de qualquer forma as seções em inglês e francês apresentarem conflito, a seção francesa prevalecerá.
(…)
Patentes e licenças de codec
Nem a legislação francesa, nem as convenções europeias reconhecem software como patenteável (veja a seção França abaixo).
Dessa forma, licenças de patentes de software não se aplicam ao software da VideoLAN.”
O argumento é fraco e previsto pela DMCA, legislação norte-americana que protege direitos autorais no país. Uns bons advogados trariam bastante dor de cabeça ao VLC, mas rola uma espécie de vista grossa porque, afinal, trata-se de um software aberto sem fins lucrativos, diferente de um Windows da vida.
Aos órfãos do suporte nativo a DVDs no Windows, não há nada a temer. Além da oferta (paga) da própria Microsoft, o VLC está aí e é bem provável que as fabricantes incluam algum software capaz de rodar seus filmes e shows numa boa, como a já anunciada versão “metro” da suíte de apps da CyberLink.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Kinect para Windows chega em junho ao Brasil



A Microsoft anunciou recentemente alguns novos países que devem receber a versão do Kinect para Windows nos próximos meses. Em junho, os brasileiros poderão colocar as mãos na versão do aparelho que é voltada para os computadores.
O gadget (que foi criado originalmente para funcionar como um controle capaz de captar os movimentos dos jogadores que se divertem com o Kinect) é compatível com as últimas versões dos sistemas operacionais da empresa, como Windows 7 e também já com o Windows 8, que ainda nem foi lançado oficialmente.
Além do Brasil, outros países também receberão o Kinect para Windows: África do Sul, Áustria, Arábia Saudita, Brasil, Bélgica, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Dinamarca, Finlândia, Hong Kong, Holanda, Índia, Portugal, Noruega, Rússia, Suécia, Singapura e Suíça.


Atualização do aparelho e novos recursos


O lançamento do Kinect para Windows no Brasil e em outros países não foi a nunca novidade trazida pela Microsoft. A empresa revelou também que em maio deve liberar a versão 1.5 do software do aparelho.
Essa atualização será compatível com todos os programas criados para rodar na primeira versão do gadget e contará com maior capacidade para reconhecimento de comandos de voz, uma vez que deve trazer suporte para outras línguas. Assim, além do inglês “nativo” do aparelho, o Kinect trabalhará também com instruções em francês, italiano, japonês e espanhol.
Outra novidade deve ficar por conta do Kinect Studio, uma nova aplicação que permitirá aos desenvolvedores gravar e reproduzir vídeos de quem utilizar o gadget, tornando possível a criação de programas que explorem a interação entre o aparelho e quem o estiver utilizando, como acontece em alguns games para Xbox 360, por exemplo.
Já outra função que também pode ganhar destaque é o reconhecimento melhorado de esqueleto. Agora o sensor de movimentos deve conseguir rastreá-lo, esteja você sentado ou em pé, além de reconhecer também pequenos movimentos de pescoço, cabeça ou ombros, por exemplo.
Apesar dos anúncios do lançamento e das atualizações, a Microsoft não revelou qual será o preço do Kinect para Windows no Brasil. Quando o gadget foi disponibilizado nos Estados Unidos, em fevereiro, chegou às prateleiras custando cerca de 249 dólare

quinta-feira, 8 de março de 2012

Microsoft acusa OnLive de usar windows ilegalmente


  

Quando a OnLive anunciou em janeiro a tecnologia que transporta o Windows 7 para o iPad via um único aplicativo de computação em nuvem, uma questão foi imediatamente lançada: isso não é ilegal? Afinal, trata-se de uma empresa diferente da Microsoft trazendo o sistema operacional para outra máquina sem um licenciamento adequado. Meses depois, veio a resposta.
Em uma postagem em um dos blogs oficiais da empresa, o vice-presidente de licenciamentos, Joe Metz, explicou como funcionam as regras da Microsoft para casos como esse. É preciso existir um acordo entre a dona do sistema operacional e a outra companhia. A lista de exigências inclui, por exemplo, que aplicativos como o Office não podem ser oferecidos fora do Windows, caso que ocorre com o OnLive Desktop.
Ainda de acordo com Metz, o caso dos tablets é bastante específico, mas a ideia é negociar com a fabricante e trazer o produto para a legalidade da maneira mais pacífica possível. Já a OnLive afirmou que está dentro de qualquer política imposta pela Microsoft. O aplicativo ainda não tem previsão de lançamento.